10 de fevereiro de 2014

A Sindrome De Lavender Town

@ErikGuitar

Bem, hoje, vamos falar de uma coisa simplesmente linda, que envolve mortes, crianças, música, e pokemon (existe combinação mais perfeita?).

No fim de 2011, surgiu na rede uma história sombria envolvendo uma das versões de Pokemon de Game Boy e a morte de um garoto que acabou jogando demais o cartucho.


A história

O post que você provavelmente viu nos fóruns da vida, provavelmente trata-se de uma tradução (mal feita) de uma publicação feita no site CreepyPasta, conhecido por reunir uma série de relatos e contos assustadores. O texto apresentado nele trata de uma espécie de relatório, indicando casos de muitos jogadores que, após jogar Pokemon Red e Green de Gameboy, manifestaram sintomas de “dores de cabeça, sangramento dos olhos e ouvidos, alterações do humor e irritabilidade, o apego aos jogos, violência sem sentido, reclusão e apatia, e em aproximadamente 67% dos casos, tendências suicidas”

Ainda de acordo com o relatório, os sintomáticos apresentaram essas sequelas após chegar à cidade de Lavender no jogo. E, de forma mais específica, a maioria deles utilizava fones de ouvido enquanto jogavam.

Lavender Town é um trecho do game que fica um pouco fora da rota normal que o jogador percorre, e consiste em uma das menores cidades do jogo. Além disso, a cidade é caracterizada por ter um prédio enorme chamado Pokemon Tower. Ali, são depositados os restos mortais de todos os Pokemons falecidos, que (obviamente) viram fantasmas, assombrando o local. Como se só esse pano de fundo já não fosse suficiente para assustar alguns, a música da cidade não colabora muito para tornar as coisas mais leves. Olhe só:



De acordo com um dos casos relatados no texto, as primeiras versões de Pokemon Red/Green possuíam a música com algumas frequências a mais, que seriam inaudíveis aos seres humanos, mas que provocam efeitos psicológicos totalmente perturbadores, resultando nas patologias indicadas pelo relatório. Esse efeito acústico é conhecido como “batidas binaurais”, que, de acordo com alguns estudos, resultariam de fato em efeitos semelhantes aos que as crianças apresentaram – até aí tudo bem.
Uma das histórias é a seguinte:

Eu conheci meu melhor amigo no ginásio. Nós dois levamos nossos Gameboys para a escola um dia e sentamos juntos no almoço quando percebemos que tínhamos algo em comum. Eu tinha a versão Blue e um Venosaur, ele tinha a versão Red e um Charizard. Nós batalhávamos sempre que podíamos e nos tornamos grandes amigos. E os anos se passaram, continuamos a jogar Pokemon, até mesmo durante o colegial. Passamos por todas as gerações e versões de Pokémon, as batalhas nunca ficavam sem-graça.

Quando chegamos à faculdade, nossos caminhos se separaram. Não conversamos muito mais depois disso; tínhamos vidas ocupadas na universidade. Eu pensava que não iriamos mais retomar a amizade que já tivemos um dia. Então, Pokemon Diamond e Pearl foram lançados em 2007 e nós aproveitamos o interesse pela séria para nos reunir e se divertir. Batalhávamos e conversávamos através do wi-fi todo dia por algumas semanas após o lançamento.

Meu amigo me contou que ele planejava jogar novamente a versão Red que tinha. Havia se passado três meses após o lançamento de Diamond e Pearl, e não jogávamos mais como antes. Eu perguntei a ele por que ele queria jogar aquele cartucho velho e empoeirado, e ele respondeu, “Eu não sei, talvez eu encontre algo que ninguém jamais encontrou antes.”

Apesar da minha relutância em jogar minha versão Blue com ele, ele jogou a versão Red mesmo assim. Depois que ele começou essa jornada, eu nunca mais falei com ele. Mais ou menos três meses depois, eu recebi uma ligação dos pais de meu amigo.

Mesmo que ele nunca tivesse problemas similares antes, ele morrera do que diziam ser uma convulsão. Ele estava sozinho no dormitório até que um colega de quarto, que infelizmente chegou tarde demais, o encontrou no chão, sem vida, e estranhamente usando seus fones de ouvido favoritos. Eu corri assim que pude para ir ao seu funeral. O colega dele, que também foi ao velório, me informou que apenas alguns dias antes do incidente, meu amigo havia se tornado obcecado pela Cidade de Lavender e sua música. Meu amigo queria ser engenheiro de som depois de se formar e tinha um ótimo talento com os sons. Ele podia ouvir sons baixos vividamente enquanto eu falhava em reconhecê-los.

Assim que ele redescobrira a Cidade de Lavender, ele passou o áudio para o seu computador e começou a fazer experimentos com ele. Curiosamente, ele se vangloriava de ter encontrado uma cópia rara da música retirada da primeira leva da versão Green, lançada apenas no Japão. Não especificamente falando da versão japonesa, ele disse ao seu colega de quarto que “As frequências dessa música são diferentes; elas se unem de modo especial. Mas tem algo faltando. Eu acho que alguma coisa deveria ser mixada junto, mas acabou não funcionando no Gameboy. Ele era muito limitado em termos de tempo de faixa.”. Eu tive a chance de mexer em seu laptop pela última vez, então eu visitei sua lista de “Itens Recentes”. No topo dela eu li “lavender.wav”. Juntamente com várias fotos nossas juntos, eu copiei este arquivo. Pego na minha tristeza pela morte de meu melhor amigo, eu ignorei o arquivo de áudio até algumas semanas antes de escrever isso. De algum modo decidi recentemente que eu precisava entender o que acontecera.

Levado pelo desejo de saber o que causara sua morte repentina, eu abri as propriedades do som, sem ouvi-lo. Com a seção de descrição do áudio, ele escreveu, “Tons biauriculares, eu coloquei as frequências necessárias, eu sei porque a Cidade de Lavender soa tão triste, e eu sei a parte que faltava”. Mesmo sem entender, eu olhei o arquivo no programa de áudio que ele mais usava (ainda sem ouvir o arquivo), e encontrei a contagem de vezes que o arquivo foi ouvido. Uma. Eu conversei online com um entusiasta de som na esperança de decifrar estes comentários. Ele me deu um software especial que poderia analisar o áudio em tempo real e disse que era tudo que ele podia fazer.

Esse vídeo é uma gravação minha tocando o arquivo no programa mencionado. Até hoje ainda não ouvi o áudio, já que estou muito emocionalmente perturbado pela morte de Anthony, meu melhor amigo.


Ao passar o arquivo por um espectograma – um analisador de frequências sonoras – ele encontrou imagens aterrorizantes, a partir dos 08:40 min do vídeo. Tirem as crianças da sala.


Para aqueles que estavam sem as fraldas, o que aparece no espectograma é uma imagem do pokemon fantasma – que você enfrenta na cidade – junto da frase Leave Now, escrita pelos Pokemons Unown. Em seguida, há uma série de sons destoantes que seguem junto com a música, que deixam qualquer um insano ao ouvir por mais de 30 segundos.

Sem dúvida, são provas suficientes de que Junichi Masuda, o compositor de Pokemon, é adorador de Satanás. Ou de onde você acha que ele tirou todos aqueles sons para cada Pokemon? (/irônico).


Créditos ao: Passagem secreta

I'm watching you

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